Ação Intersetorial de Enfrentamento às Drogas discute tratamento dos pacientes

acao_intersetorial_-combate_drogasA segunda reunião do programa de Ação Intersetorial de Enfrentamento às Drogas foi realizada na tarde desta quarta-feira, 12, na Sociedade de Amigos do Bairro de Bodocongó. O debate foi em torno dos tratamentos oferecidos pela rede pública de saúde para as pessoas com envolvimento com drogas. Palestrantes e trabalhadores da Rede de Saúde Mental discutiram como são realizados os acompanhamentos dos dependentes químicos e refletiram sobre a aplicação de novas práticas.

O Presidente do Conselho Municipal de Políticas Públicas sobre Drogas, Antônio Andrade, analisou que o município tem se dedicado ao problema crescente dos entorpecentes na vida dos jovens e que estas discussões do programa podem levar a construir um perfil do consumo de drogas na cidade para realizar ações planejadas neste enfrentamento. “O país inteiro precisa de ações como esta, de reflexão sobre os prejuízos que as drogas têm causado em todas as cidades e em todos os níveis. Não há uma radiografia do problema, não há dados, nem políticas consistentes. Por isso, esta ação é tão importante, apesar de ainda representar um início”, disse.

A ação é fruto de uma recomendação do Ministério Público Estadual para elaboração de estratégias de combate às drogas na cidade. Diversos segmentos da sociedade participam. As reuniões vão definir as diretrizes do projeto e eleger uma Comissão de Combate às Drogas, que será formada ao fim do planejamento deste trabalho. Ainda faltam 6 reuniões e a próxima acontece no dia 26 de agosto no Distrito Sanitário III.

O trabalho está sendo desenvolvido pela Secretaria de Saúde em parceria com as Secretarias municipais de Educação e Assistência Social. Forças de segurança pública, a sociedade civil, Grupos de Alcoólicos Anônimos, Poder Legislativo Municipal, igrejas e lideranças comunitárias fazem parte das discussões e ajudam a compor esta frente de reação ao poder das drogas no município.

As próximas discussões vão tratar da rede de atenção psicossocial e de como o tratamento deve ser realizado para que os pacientes sofram o mínimo de danos psicológicos e sociais. Os servidores da saúde de Campina Grande além de participar aprendem mais sobre como deve ser o trabalho com o público ligado às drogas. As atividades de prevenção também são debatidas, a exemplo do Programa Saúde na Escola, que já vem sendo executado na cidade e orienta os estudantes sobre as consequências do uso de drogas.

Campina Grande tem nove Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), divididos por atendimentos e especialidades, atendendo as mais diversas possibilidades de sofrimento psiquiátrico e dependência química. São seis Residências Terapêuticas, um Centro de Convivência Cultural, que proporciona atividades artísticas e culturais entre os usuários; e um chalé, na Vila do Artesão, de exposição e comercialização de produtos produzidos pelos pacientes. Ao todo, 7.500 pessoas fazem uso dos serviços da Rede, em Campina Grande. A gestão Romero Rodrigues implantou, no Hospital Dr. Edgley Maciel, o primeiro centro de leitos psiquiátricos dentro de um hospital geral da Paraíba, conforme orienta o Ministério da Saúde. São 20 leitos especializados.

Fonte: Ascom

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