Gestores de escolas municipais participam de lançamento da III Campanha Nacional de Hanseníase

Na manhã desta quarta-feira (15), no Centro Educacional de Tecnologia Professor Severino Loureiro – CTE, acontecerá o lançamento da III Campanha Nacional de Hanseníase, Geohelmintíases e Tracoma 2015, para os gestores de 15 escolas da Rede Municipal de Ensino.

A Campanha Nacional de Hanseníase, Verminoses e Tracoma é uma estratégia integrada proposta pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde – SVS/MS para o enfrentamento dessas doenças no período 2012-2015.

A campanha tem como objetivo reduzir a carga parasitária de geo-helmintos, identificar casos suspeitos de hanseníase e identificar e tratar casos de tracoma em estudantes, na faixa etária de 5 a 14 anos, da rede pública de ensino dos municípios prioritários.

Participam desta campanha as escolas municipais localizadas nos bairros que registraram maior incidência das doenças em 2014.

São elas: Escola Municipal Manoel Francisco da Mota, Lions Prata, Tiradentes, Anis Timani, Félix Araújo, Amaro da Costa Barros, Professora Maria Anunciada Bezerra, Sandra Cavalcante, Almeida Barreto, Melo Leitão, Padre Antonino, Cristina Procópio, Sementes de Vida, Centenário, e Gustavo Adolfo Cândido.

A dermatologista Dra. Hermana Caroline falará a respeito da Hanseníase, em seguida acontece a apresentação do organograma sobre encaminhamentos das escolas; apresentação da campanha; perfil epidemiológico da Hanseníase no Município e apresentação do material a ser enviado para as escolas e explicações.

As atividades da campanha incluem orientações aos professores e escolares sobre as doenças a serem trabalhadas na ação e mobilização da comunidade. Para tanto, será utilizado material didático confeccionado pelo Ministério da Saúde.

Para detectar os casos de hanseníase será utilizado um formulário denominado ficha de autoimagem, onde os estudantes, junto com os pais ou responsáveis respondem em casa aos questionamentos da ficha e a devolvem para a escola.

As mesmas são triadas e os casos com lesões suspeitas de hanseníase são encaminhados à unidade de saúde para confirmação diagnóstica e tratamento.

Para o tracoma, os escolares são submetidos ao exame ocular externo realizado por profissionais capacitados e os casos positivos e seus contatos domiciliares são encaminhados para tratamento. Em muitos municípios será realizada a terceira dose do tratamento quimioprofilático, com vistas à redução da carga de infecção por geo-helmintos, com a administração de Albendazol. Esse medicamento é eficaz, não tóxico, de baixo custo e já foi utilizado em milhões de indivíduos de diversos países, e seus efeitos colaterais são raros e sem gravidade.

A estratégia no ambiente escolar, já utilizada e comprovada internacionalmente, reduz os custos do tratamento e potencializa os resultados da intervenção, porque proporciona a oportunidade de atingir o maior número de escolares em razão da agregação de crianças e adolescentes nesse ambiente.

Fonte: Codecom

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