Mês de combate ao fumo: Grupos de Tabagismo retomam atividades

grupo_tabagismoTerapia auricular ajuda a aliviar tensão e deixar o vício

O dia 15 de março foi instituído como o Dia Estadual de Combate ao Fumo na Paraíba. Por isso, nesta segunda quinzena do mês, os Grupos de Tabagismo foram retomados pelo Programa Municipal de Controle do Tabagismo em Campina Grande. São 35 Unidades Básicas de Saúde que oferecem o serviço. Os interessados em largar o cigarro devem procurar as unidades que promovem o trabalho com os grupos para fazer a inscrição.

Os grupos são formados com 15 a 20 pessoas, de 18 anos acima, que se reúnem para receber orientações e acompanhamento de médicos, psicólogos e assistentes sociais para ajudar a deixar o cigarro. Eles também recebem medicação, a exemplo do adesivo utilizado para diminuir a vontade de fumar e antidepressivos. Em algumas unidades as reuniões acontecem no período da noite para propiciar que os trabalhadores não deixem de participar.

Os dados de 2016 ainda não estão consolidados, mas em 2015 dos 635 inscritos em algum Grupo de Tabagismo da cidade, 525 deixaram o vício, ou seja, 82%. Em 2014 tinham sido 65% dos participantes que tiveram sucesso. O Ministério da Saúde entende que pelo menos 30% precisam parar de fumar.

Em Campina Grande foi desenvolvida uma terapia que tem alcançado resultados ainda melhores. A terapia auricular, ou acupuntura auricular, é utilizada com alguns dos fumantes. O trabalho desenvolvido pela médica Paula Falcão já foi aplicado em mais de dez grupos em unidades da Bela Vista, Major Veneziano, Três Irmãs, Cruzeiro e Jardim Paulistano. Este ano o grupo que vai ter a acupuntura é o da UBS Raiff Ramalho, no Jardim Paulistano.

“Os pacientes ficam mais relaxado após as sessões, diminuem a tensão por não estarem fumando e fazem um tratamento alternativo antes mesmo da ingestão de medicamentos. Isto tem nos ajudado a tirar muitos fumantes do vício”, explicou a doutora. Outra diferença é que o grupo se reúne todas as quintas-feiras e o programa do Ministério da Saúde prevê a possibilidade de reuniões quinzenais e mensais. “Como nos reunimos toda semana os participantes ficam mais envolvidos no objetivo que é deixar o tabaco”, explicou Paula.

O projeto foi premiado no 13º Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade e foi apresentado no Congresso Internacional de Medicina da Família, o World Conference of Family Doctors (WONCA). “A nossa experiência deve ser usada em outros grupos em todo o país”, explicou a Coordenadora do Programa de Controle do tabagismo, Maria Gentil.

As irmãs Fátima Gomes e Valmar da Silva participaram do Grupo de Tabagismo comandado pela doutora Paula Falcão durante três meses do ano passado. Após o tratamento, as duas se livraram do cigarro. “Eu fumava quatro carteiras de cigarro por dia durante mais de trinta anos e não conseguia me ver livre disso nem com a ajuda de remédios. Mas o tratamento aqui do Raiff me libertou do cigarro”, disse Fátima. “Agora a minha respiração está melhor, a circulação, o sabor dos alimentos, o cheiro das coisas”, comemorou Valmar.

O principal problema causado pelo cigarro é o câncer de pulmão. Em Campina Grande os números de mortes por esse tipo de câncer vêm diminuindo. Em 2013 foram 53 e no ano seguinte 33. Já em 2015 foram 35 e nos últimos dois anos tem se mantido em 40 óbitos. Outras consequências são as doenças cardiovasculares.

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