Prevenção: 93,5% dos criadouros de Aedes aegypti em Campina podem ser evitados

No primeiro Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti de Campina Grande em 2019 a Secretaria Municipal de Saúde constatou que 93,5% dos criadouros encontrados ficam no nível do chão, o que significa dizer que estão ao alcance dos moradores e poderiam ser evitados.

Os criadouros no nível do chão são tambores, baldes, caixas d’água, formas, garrafas e outros recipientes de acúmulo de água. De acordo com a Coordenadora de Vigilância Ambiental, Rossandra Oliveira, esses pontos de focos do mosquito poderiam ser evitados se os reservatórios fossem vedados, fechados, limpos ou emborcados, em caso de não uso.

“A população precisa entender que esse combate é um trabalho de mão dupla. Não adianta apenas fazer a nossa parte do poder público, que está sendo feita, se a população não tomar conta dos seus depósitos com água e não fazer faxina nos seus quintais”, avaliou.

Durante o ano de 2018 foram realizados 56 mutirões de combate ao mosquito, além do trabalho rotineiro dos Agentes de Combate às Endemias. A equipe, com apoio da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma), também recolheu 275 toneladas de pneus inservíveis espalhados pela cidade que poderiam servir como abrigo para o Aedes. Todo esse trabalho também foi acompanhado pela distribuição de hipoclorito de sódio, piaba, tampas de caixa d’água e limpeza de terrenos baldios.

Com essas medidas, a Prefeitura Municipal de Campina Grande conseguiu reduzir o índice de infestação do mosquito. Os índices tinham ficado sempre acima de 4%, o que representa alto risco de proliferação das doenças transmitidas pelo Aedes, mas no último levantamento do ano o resultado caiu e 3,3% das casas vistoriadas apresentaram focos.No primeiro levantamento de 2019 o índice foi de 3,2%. No comparativo com o mesmo período do ano passado, o índice caiu 2 pontos, já que em janeiro de 2018 o resultado era 5,2%. “É preciso analisar os índices no comparativo com o mesmo período do ano anterior, já que os resultados mudam de acordo com as condições climáticas, as estações e outros fatores. No verão, por exemplo, o ciclo reprodutivo do mosquito é mais rápido”, disse o Diretor de Vigilância Ambiental, Miguel Dantas.

O primeiro LIRAa de 2019 mostra que 10 dos 51 bairros apresentaram índice superior a 4%. Em janeiro de 2018 mais da metade dos bairros, 27 bairros e distritos, passaram dos 4%. Além dos levantamentos, os boletins epidemiológicos também oferecem semanalmente informações a cada semana sobre a infestação do mosquito e a proliferação das doenças.

Fonte: Codecom

 

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